quinta, 02 dezembro 2010 13:44

Malange iluminada com luz de Capanda

 capanda_cuba

A cidade de Malange e arredores está, desde sábado, mais iluminada, fruto da inauguração da subestação de energia eléctrica da Capopa, um investimento de grande valia para os munícipes.

A reabilitação do empreendimento, iniciada em Agosto de 2009 no âmbito da renovação das redes de média e baixa tensão e da iluminação pública do casco urbano e parte da periferia, concluída em Outubro, permitiu o aumento da potência de cinco para dez Mva com a instalação de um transformador com a potência de cinco Mva.Foram ainda instalados dois transformadores de potência de 2,5 Mva, novos painéis de chegada e saída de 30 Kv, para além da reposição de dois bancos de baterias e respectivo rectificador e do Quadro de Alarme.

O projecto contemplou ainda 17 postos de transformação de 630 kva e 1.600 postos de iluminação pública nos bairros da Maxinde, Canâmbua, Bananeiras e Ritondo, numa extensão de 13 quilómetros de rede de média tensão subterrânea, outros 60 quilómetros de rede de baixa tensão subterrânea e 67 quilómetros de baixa tensão aérea.O governador Boaventura Cardoso assegurou, na oportunidade, que com a inauguração daquele importante empreendimento energético, “estamos em condições de resolver, em certa medida, parte dos grandes problemas de energia desta cidade”

.Referiu que o Governo central, através do Ministério da Energia e Águas, assume com o empreendimento ora inaugurado e com outros, “o enorme papel de grande executor das políticas do Estado nesta província, onde outros projectos similares serão materializados em prol do bem estar das nossas populações”, realçou.
Neste contexto, destacou o empenho pessoal do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na solução das principais questões que afligem a população.

O administrador da ENE, Job Vilinga, considerou que, com o projecto em causa, Malange vai ter mais energia eléctrica, ficando para já ultrapassados os problemas de restrições vividas antes, para além de muitos moradores passarem a beneficiar do abastecimento de tão importante produto para a vida das populações.De acordo com Job Vilinga, a reabilitação do referido empreendimento energético, levou dos cofres do Estado um montante avaliado em 36,8 milhões de euros.

O Director da ENE em Malange, Manuel Bernardo, convidou a população a abandonar a política de puxadas e a registar-se na sua instituição. Assegurou que, neste momento, estão disponíveis na ENE local, sete mil contadores para os novos clientes. Do lado dos beneficiários, a alegria era visível. José Grilo, morador do bairro da Canâmbua, assegurou que com o restabelecimento da luz eléctrica vai deixar de gastar muito dinheiro antes investido na compra de combustível para o grupo gerador que alimentava a sua residência.

“Temos outra vantagem que é a conservação de frescos e outros produtos. Por isso, estamos certos que vamos ultrapassando os problemas antes vividos”, disse. O jovem Osvaldo dos Santos, morador do bairro das Bananeiras, disse que com a iluminação pública restabelecida vai resolver-se um problema que se vive particularmente nos bairros suburbanos da cidade, onde os delinquentes aproveitavam a escuridão e a calada da noite para protagonizarem os seus actos.

“Agora, está tudo iluminado, vamos poder caminhar durante as noites, isto já não acontecia antes, estamos assim muito felizes e esperamos que o governo marque ainda mais passos para o nosso bem”, realçou