terça, 20 abril 2010 15:31

DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA MINISTRA DA ENERGIA ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA SOBRE “A ENERGIA EM ANGOLA”

EXCELENTÍSSIMO VICE-REITOR DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE ANGOLA

EXCELENTÍSSIMOS MEMBROS DO GOVERNO

ILUSTRES MEMBROS DO CENTRO DE ESTUDOS E INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA DA UCAN

ESTIMADOS CONVIDADOS

MINHAS SENHORAS,

MEUS SENHORES

Gostaríamos, antes de mais, de agradecer o convite que nos foi formulado para procedermos ao encerramento da Conferência sobre “A Energia em Angola”, bem como felicitar a organização do evento e encorajá-la a prosseguir esse feito, pois permite que mais pessoas contribuam para o aperfeiçoamento das acções que têm sido realizadas a nível do sector da energia.

Importa dizer que, desde a Segunda Guerra Mundial o consumo de energia vem aumentando num ritmo assustador, entretanto, muitos são os que não tem acesso a este precioso bem.

Estamos todos conscientes de que o consumo de energia está intimamente relacionado com a qualidade de vida do País. Em países desenvolvidos o consumo é maior, devido ao grau de industrialização e o nível de consumo residencial em aparelhos domésticos.

O sector energético está inserido directamente na geopolítica e economia de um País. Qualquer aumento nos custos ou problemas na produção de energia afecta todas as actividades desenvolvidas no país. A produção industrial, os sistemas de transportes, de segurança, de saúde, de educação, lazer, comércio, agricultura dependem da energia, por isso a falta dela, afecta todo o país.

EXCELÊNCIAS,
MINHAS SENHORAS,
MEUS SENHORES

Durante a Conferência, foram abordados importantes temas como “A Questão das Tarifas na Electricidade”. É do conhecimento de todos que as tarifas vêm sendo subsidiadas pelo Governo, face à instabilidade política que o País viveu durante muito tempo.

Reiteramos, aqui, e foi esta uma recomendação desta conferência, a necessidade de ganharmos consciência de que as tarifas deverão ser revistas e actualizadas de acordo com a realidade socioeconómica do País.

Angola é parte do contexto global, assim sendo, não pode estar alheia ao que se passa à sua volta. Daí o oportunismo, também, do tema o “Estado do Ambiente em Angola”.

É comum fazer-se referência a hidroeletricidade como sendo uma fonte "limpa" e de pouco impacto ambiental. Na verdade, embora a construção de reservatórios, grandes ou pequenos, tragam grandes benefícios para o país, elas também trazem impactos irreversíveis ao meio ambiente, pelo que nos pautaremos continuamente na implementação de medidas preventivas para minorá-los.

Angola é rica em vários recursos, além dos hídricos, pelo que o Governo está apostado na implementação de energias limpas em todo o País, especialmente nas áreas afastadas e ainda não electrificadas, pois são alternativas energéticas promissoras para enfrentarmos os desafios do milénio.

Falando de energias limpas, está prevista a implementação de aldeias solares, constituídas por escolas, postos médicos, jangos sociais, centros administrativos e iluminação pública.

A primeira fase, cujo processo de concurso está a ser preparado, e será lançado ainda este ano, inclui as províncias do Bié, Huambo, Moxico, Kuando Kubango, Malange e Zaire. Nestas províncias, em conjunto com os Governos provinciais foram já identificadas as aldeias piloto, onde os sistemas serão implementados.

Está, ainda, em curso o projecto para mapeamento dos ventos na Província do Namibe. De salientar que foram já instaladas quatro (4) torres, duas (2) na Baía dos Tigres, uma (1) no Tômbwa e outra no Namibe, cujos resultados consideramos satisfatórios.

O objectivo deste projecto é obter-se dados sobre a velocidade dos ventos naquelas localidades, com vista a implementação de um Parque Eólico de 100 MW.

Paralelamente, vai ser lançado um concurso para o mapeamento dos ventos em todo o território nacional.

EXCELÊNCIAS,
MINHAS SENHORAS,
MEUS SENHORES

Apesar dos projectos em curso, torna-se necessário que toda a população use de forma inteligente a energia, gastando somente o necessário e assim romper com a resistência humana em esbanjar este importante bem, que muitos ainda não têm acesso.

Se assim actuarmos, todos sairemos a ganhar, pois contribuirá para a melhoria da qualidade de vida; protecção dos recursos naturais e exercício da cidadania. Contribuirá, ainda, para minimizar os impactos ambientais; reduzir custos para a nação e para o consumidor; maximizar o aproveitamento dos investimentos já efectuados no sistema eléctrico; e, induz a modernização industrial.

Certamente, o desafio que se nos apresenta é enorme e por isso mesmo, mais do que nunca, vale unir todos os esforços no Sector para contribuição na reconstrução de uma Angola capaz de oferecer à sociedade o ambiente produtivo e social propício ao plano de desenvolvimento das suas potencialidades.

Tomamos boa nota das recomendações saídas neste certame e estamos certos de que contribuições recolhidas nesta conferência sobre a energia em Angola servirão de mais-valia para o prosseguimento das acções que visam melhorar a prestação das empresas do sector, na base do compromisso de expansão do ao acesso ao serviço público de electricidade, melhorando a sua qualidade e a eficiência do sector empresarial público.

Desse modo, declaramos encerrado a Conferencia sobre “a Energia em Angola”.

Muito obrigada, pela vossa atenção!